terça-feira, 29 de julho de 2014

VISITA À LUCIANA E ALDIVAN (BALANÇA)


Os alunos do Projeto Cozinha Escola trabalharam neste semestre com Segurança Alimentar Nutricional e Educação Alimentar e Nutricional, com objetivo de formar agentes multiplicadores de uma alimentação revolucionária, visando fortalecer a agricultura familiar, a economia local e a sustentabilidade planetária.

Durante as aulas do projeto Cozinha-Escola ficou combinado que iríamos fazer uma visita ao casal Aldivan (Balança) e Luciana para conhecermos o trabalho desenvolvido pelo casal.

Ficou decidido que seria criado o seguinte roteiro de perguntas para ser respondido por eles esclarecendo assim suas ações para o grupo.  

No dia 17 de Abril de 2014 fizemos a visita ao Balança e a Luciana e entrevistamos o casal que respondeu todas as perguntas, além de falar sobre o extrativismo dos frutos do cerrado. Segue a transcrição:

1-Pergunta: como surgiu a ideia de mexer com os frutos do cerrado?
R: preocupação com a preservação do cerrado, e também para valorizar os frutos do cerrado.

2-Pergunta: você pretende fazer isso para a vida toda? 

R: Pretendo para passar o conhecimento para as demais pessoas.

3-Pergunta: você consegue se manter com o lucro? 

R: Há dez anos fazendo o extrativismo, grandes lucros não se teve, mas dá para gerar alimentos pra duzentas e trezentas pessoas. A base do extrativismo que eles fazem é do cocó indaiá e carnaúba. 


Eles fazem chocolates com sabor de pequi, buriti e jatobá, nessa visita foi muito boa para mostra pra nós alunas a importância do cerrado em nossa vida e como pode aproveitar do fruto que a natureza nos deu.

Durante a entrevista das alunas pra o Balança.


E logo depois formos degustar os chocolates dos sabores das frutas do cerrados que possui 50% de cacau e 10% de baru 10% de jatobá é e muito nutritivo.


barras de chocolate.

Balança mostrou os óleos extraídos do pequi,buriti e do coco Indaiá.que são usados tanto na culinária,quanto no uso  cosmético.



                    

A  Luciana e o Balança produzem também outros produtos: caputinos, farinha do mesocarpo de baru e jatobá, tarrine, as barras de chocolate com cereais e um sabão feito  do coco indaiá. O casal vende seus produtos na Feira do Produtor Rural em Alto Paraíso. A feira acontece aos sábados pela manhã e as terças feira à tarde.


Alunas: Raiana, Telma Gabrielle e Walison.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

CICLO DE PALESTRAS SOBRE SEXUALIDADE E SAÚDE

A professora Livia Penna ministrou para os bolsistas do Centro UnB Cerrado ciclo de palestras sobre Sexualidade e Saúde envolvendo temas como: DST, AIDS e HIV, Gravidez precoce, Parto humanizado e aleitamento. As palestras aconteceram nos dias: 14/04, 28/04 e 12/05.

Aprendemos mais sobre esse assunto considerado um tabu com os pais por meios de vídeos simples com fácil entendimento. Os vídeos tratavam sobre as principais DST (doenças sexualmente transmissíveis) meios de prevenção, opções sexuais e entre outros assuntos.

Dentro das palestras foram tratados os partos, qual o melhor, seus benefícios ou suas desvantagens, por fim concluímos que o parto natural que acompanhamento de uma semana antes era a melhor escolha. Por fim tratado na ultima aula vimos o sentimento do amor, de onde vem, pelo o que e causado, quais hormônios são responsável por esse sentimento que atinge todos nós.

Foi mostrado um vídeo produzido pelo Departamento de DST e AIDS do Ministério da Saúde do Brasil "A história de todos nós", onde destaca-se principalmente a camisinha  como prevenção das DST e da gravidez precoce.  A sexualidade não é somente o sexo em si, ela envolve o ser humano  num todo, desde o convívio com a sociedade até o convívio familiar. 


Assista este pedacinho do filme escolhido por demonstrar o desconhecimento de alguns brasileiros sobre o que vem a ser a DST e os problemas causados pelas doenças Sexualmente Transmissíveis.



Foram aulas bastante divertidas, pois todos os presentes tiraram suas dúvidas com perguntas anônimas feitas na dinâmica que a professora Lívia usou para deixar os jovens à vontade.

Ela pegou uma caixa e pediu que fizéssemos perguntas em pedaços de papel, perguntas sobre nossas dúvidas e preocupações. A partir daí ela ia pegando na caixa e respondendo, só que a cada resposta, outras dúvidas surgiam e logo estávamos conversando e perguntando tudo sem necessidade do anonimato da caixa. Foi muito bacana. 




Texto de Jefferson Torres com a colaboração e orientação da tutora Cristiana Chamberlain


      


quarta-feira, 23 de julho de 2014

OFICINA DE AÇAI COM FARINHA DE JATOBÁ E BARU - CONVIDADO ALDIVAN FREITAS DE MELO (BALANÇA)

O convidado Aldivan Freitas de Melo (Balança) foi convidado pela professora Lívia Penna do Centro UnB Cerrado para aplicar a oficina do preparo do açaí com farinha de jatobá e baru que são produtos que ele extrai do cerrado  - é o chamado extrativismo consciente.

Balança iniciou a oficina falando dos aditivos químicos que são colocados nos alimentos para ativarem as papilas gustativas causando sérios danos à nossa saúde, que segundo ele é a única riqueza que temos e para conservá-la é fazendo uma alimentação adequada.

Ressaltou que sustentabilidade é fazer uso dos recursos sem nenhuma impactação na natureza e o extrativismo consciente é a "agricultura" do futuro. Ou seja, usar os recurso da natureza sem criar danos ao meio ambiente e valorizar os frutos do cerrado. Segundo ele, duas colheres de jatobá pode substituir um prato de arroz e feijão em valor nutricional.

A Prof.ª Lívia acrescentou que a proposta do Projeto Cozinha Escola é justamente valorizar os alimentos regionais, mostrando o valor nutricional que eles possuem. Isso a população  muitas vezes não valoriza até mesmo pelo fato de não conhecer as possibilidades desses produtos que estão na natureza, à nossa disposição.

O  Balanço passou um vídeo chamado Tao extrativismo de Sabor, que mostra ele fazendo o extrativismo do coco Indaiá e da Macaúba, processando seus produtos e vendendo na feira do Produtor Rural com sua esposa Luciana.




 Balança explicando sobre o extrativismo.




AULA PRÁTICA

 Fazendo a farinha de jatobá (peneirando)


A farinha de jatobá é feita da seguinte maneira: quebra-se a casca e retira-se a polpa com o auxílio de uma faca. Em seguida, passa em uma peneira fina, obtendo-se a farinha. Se preferir, bata a polpa no liquidificador e coe em seguida. 

Esta farinha é muito nutritiva e rica em cálcio, fósforo, ferro, potássio, magnésio e vitamina C. Essas características fazem dela uma ótima alternativa para o fortalecimento de ossos e músculos, sem contar que pode ser considerada um energético natural. É muito utilizada em receitas de biscoitos, bolos, pães, mingau, doces e sorvetes. 


Farinha de jatobá e o jatobá in natura



O Baru possui ferro e devido a grande quantidade deste nutriente sua castanha é uma ótima aliada no combate a anemia, principalmente quando ingerida junto a alimentos ricos em vitamina C, que facilitam a absorção da substância Ômega 6 e 9 pelo organismo. O consumo desta iguaria ajuda na prevenção da hipertensão, a regularizar os níveis de glicose, na redução da gordura abdominal, do colesterol ruim (LDL), total e da incidência de câncer. É também um poderoso anti oxidante, além de auxiliar na cicatrização e na diminuição da queda de cabelo.

Farinha de baru e o baru in natura.
                                                             
                                  
Já o açaí ajuda a combater os radicais livres*, retardar o envelhecimento, evitando doenças do coração e células cancerígenas. A gordura contida neste alimento traz benefícios comparáveis ao azeite de oliva. Se consumido puro, pode ser aproveitado até por pessoas diabéticas, pelo alto teor de gordura monoinsaturada. Também ajuda quem tem colesterol alto ou intestino preguiçoso. Para aumentar o teor de energia antes ou depois da atividade física, o açaí pode ser associado a tapioca, guaraná, banana, jatobá e outras frutas. 
                                        
Na nossa oficina, batemos no liquidificador o açaí com banana, a farinha de jatobá e de baru, que são altamente nutritivos e facilmente encontrados nesta região.


Degustação


*Os radicais livres são uma espécie de “ferrugem” que se espalha pelas artérias. Já os antioxidantes são substâncias com poder de limpeza, para retirar essa “sujeira” das nossas células.


Alunas: Raiana Rodrigues e Telma Gabrielle.


Orientação: Amanda Torres e Cristiana Chamberlain.


Fontes de pesquisa:


quinta-feira, 17 de julho de 2014

COMER UM ATO REVOLUCIÓNÁRIO

No dia 16 de Abril realizamos a leitura do texto "Comer, um ato revolucionário" que fala sobre o consumo de alimentos no mundo e como o consumo está ligado a "produção de alimentos em massa, empacotados e das redes de comercialização" e como as técnicas de produção de comida e a arte de cozinhar foram esquecidas e desvalorizadas, afetada pela diversidade de comidas prontas, congeladas. Afetando práticas como a preparação dos alimentos e das refeições em companhia e a perda do controle das origens dos alimentos. 

Uma alimentação revolucionária é aquela que se consomem alimentos orgânicos, porque eles não prejudicam o meio ambiente e a saúde. Além de serem saudáveis economicamente e socialmente justos. Ajudam a incentivar a agricultura familiar, respeitam os ciclos da natureza e são sustentáveis.

Ao se comparar  a agricultura familiar com a  monocultura, a primeira é de pequenas propriedades, o agricultor trabalha manualmente com a terra. Já a monocultura são grandes extensões de terras onde se usa somente maquinários e se cultiva só uma espécie de planta, utilizando agrotóxico e adubos químicos. 

Os alimentos produzidos na agricultura familiar vão para alimentação da própria família e para serem vendidos  muitas vezes nas feiras. Na agricultura familiar os alimentos são produzidos de várias formas: com esterco de gado, com sementes criolas e com o policultivo. A agricultura familiar agroecológica não causa impactos. Já a monocultura polui o solo, as águas dos lençóis freáticos e gera desmatamento. Na saúde causa câncer pelos agrotóxicos postos nas plantas o que gera muitas vezes intoxicação.

Os alimentos orgânicos são mais nutritivos e não causam impactos ao meio ambiente. Eles garantem sustentabilidade ambiental e melhora  a qualidade de vida das  pessoas. 


Texto de Telma Gabrielle  
Orientação tutoras Nathália Brandão e Cristiana Chamberlain.



Preparando um tipo de alimentação
 revolucionária.

'

Suco de acerola natural,sem aditivos 
feita com acerolas colhidas do próprio quintal.


  





quarta-feira, 16 de julho de 2014

MUDANÇAS CLIMÁTICAS - DIEGO LINDOSO E STÉPHANIE NASUTI


No dia 02/06/2014, segunda-feira, tivemos uma palestra muito interessante com o Professor Doutor Diego Lindoso e a Professora Doutora Stéphanie Nasuti sobre mudanças climáticas.

Na Palestra comentamos sobre como as mudanças climáticas afetam o fluxo de todos os seres vivos, descobrimos porque ocorre uma grande diferença de temperatura entre a terra e os outros planetas, vimos sobre espaçonave Terra (onde a Terra foi comparada a uma espaçonave que orbita o Sol), assim como porque o Sol é a base de vida, pois esse fornece a energia necessária para que exista toda a vida na Terra.

Os professores explicaram osFluxos, que podem ser de alimentação, comunicação, e os Ciclos/Sistemas, como o da água, do carbono, entre outros ciclos da natureza. Esses fluxos e ciclos estão presente em toda a natureza e influenciam muito na vida de todos os seres humanos.


Vimos alguns efeitos da mudança climática em diferentes regiões do planeta, com alagamentos e secas.


Na época de seca ou alagamento as pessoas de várias regiões do Brasil passam muitas dificuldades para manter seu gado vivo e sua família organizada e saudável. Infelizmente muitas pessoas as vezes tem que deixar de comer para sustentar seus filhos. A falta de água também é um problema grave na época da seca, a maioria dos moradores precisa criar: Barreiros (grandes buracos cavados na época da seca que encherão de água na época da chuva) e cisternas (sistemas de canos e calhas usados na época de seca para acumular a água da chuva em reservatórios protegidos).


 
Barreiro



Cisterna

Um dos temas mais falados foi o efeito estufa, que é um mecanismo natural do planeta Terra e que possibilita a manutenção da temperatura numa média de 15°C, ideal para o equilíbrio de grande parte das formas de vida em nosso planeta. A principal evidência do efeito estufa é o aumento de temperatura, o quanto isso esta afetando o nosso planeta e como contribuímos para aumenta-lo. Foi percebido que existe um ciclo no planeta de aquecimento e esfriamento gradativo, cada um de cerca de 10 mil anos.


Vermelho: Nível de gás carbônico ppm, Azul: Temperatura



É possível perceber que a temperatura sempre segue a quantidade de gás carbônico (entre outros gases) na atmosfera. O gráfico mostra que atualmente a Terra está em no meio de um período de aquecimento, e que nos próximos milênios deve começar diminuições gradativas de temperatura.

Os professores falaram o que o ser humano faz para influenciar no efeito estufa, como queima de combustíveis fósseis, desmatamento/queimadas, flatulência do gado (gás metano), entre outras ações que aumentam um pouco o nível natural de gases presentes na atmosfera por conta do efeito estufa.
Por foi lançada a questão: “Podemos fazer alguma coisa?” As respostas foram:

° Consumo consciente;
° Reduzir, Reutilizar, Reciclar (3R’s);
° Ciclos curtos e simples;
° Conservar e replantar.


Links das imagens:

Texto: Jefferson Torres, Sulene Francisco Pereira, Arthur Ramos, Othávio Canabarro, Adrielly Gomes


PESQUISAS


As pesquisas ainda estão em processo de aprimoramento, os alunos estão catalogando dados, veja alguns resultados preliminares.




PLANTAS MEDICINAIS


Prévia da pesquisa sobre plantas medicinais realizada pelo aluno Diego.